Utilizando o tempo da liderança partidária, na tarde desta quinta-feira, 9, o vereador Guilherme Sampaio (PT) mostrou-se contrário ao decreto apresentado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, que autoriza, por meio de decreto, a liberação de porte de armas no país.

O parlamentar, ao iniciar seu pronunciamento, enfatizando ser danoso a liberação de armas e a proposta está sendo executada pelo atual governo Bolsonaro. Guilherme Sampaio destaca que há outras ações que devem ser tratadas como prioridade no país. “Alguns problemas eu acho que são prioridade no país. A população está preocupada é com o desemprego que vem aumentando vertiginosamente. Nós estamos assistindo o desemprego chegando à casa de 13%. Cerca de 13 milhões de pessoas estão sem ocupação”, atentou.

Guilherme Sampaio contrário as medidas tomadas pelo presidente Bolsonaro frisou que, o desemprego aumentou, o PIB caiu e a economia está enfraquecida e isso afeta a vida da população. “As pessoas estão ficando fora das escolas, fora das faculdades, os repasses das universidades públicas estão sendo cortados em 30%. Enquanto todos esses problemas acontecem, o presidente Bolsonaro defende como política pública o estímulo a um verdadeiro bang-bang”, disse.

O petista repercutiu sobre o decreto assinado pelo presidente nesta quarta-feira, 8, que muda regras sobre uso de armas e munições e flexibiliza o porte, além de autorizar o transporte de arma fora de casa. “A última dessa semana foi o quarto decreto a respeito do porte de arma e desta envolve todos que estão aqui no plenário: políticos, jornalistas, os nossos assessores jurídicos, caminhoneiros, conselheiros tutelares, agora todos poderão ter porte de arma”, frisou.

O vereador disse ainda que o decreto não é uma medida para combater a criminalidade, é apenas para atender uma parte do eleitorado de Bolsonaro que defende a liberação. “De acordo com a pesquisa realizada pelo Datafolha, 68% da população é contra a liberação de armas, mas como o presidente prometeu em campanha para esta parte da população que é minoria, ele vai colocar todos em risco. Além disso, associado a este desvario, ele agora autorizou adolescentes menores de 18 anos a praticar tiro desportivo sem aval judicial. Espero que na falta de um responsável o Supremo Tribunal Federal não deixe passar mais um rodeio ao Estatuto do Desarmamento”, evidenciou o parlamentar.

Foto: Érika Fonseca.