Secretaria de Saúde do Estado alerta sobre o diagnóstico e o tratamento precoce da hanseníase

18/01/2022 - Marcelo Raulino

A campanha quer chamar a atenção da sociedade para a importância do diagnóstico e do tratamento precoce;

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) está realizando a campanha Janeiro Roxo, de conscientização e alerta sobre a hanseníase, que é uma doença é altamente transmissível, alvo de preconceito e desconhecimento, mas tem cura. A campanha quer chamar a atenção da sociedade para a importância do diagnóstico e do tratamento precoce, que podem ser realizados de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a coordenadora de hanseníase e tuberculose da Sesa, Yolanda Barros, quanto mais cedo a doença for diagnosticada e iniciada a terapia, menos agravos o paciente poderá sofrer com a enfermidade. Segundo ela, dois fatores podem contribuir para a demora de tratamento, a desinformação sobre a doença, isto é, quais sintomas e formas de transmissão, além do medo de rejeição.

Na sua visão, campanhas como a Janeiro Roxo tem grande relevância, pois através dela é possível se atingir um número maior de pessoas no sentido de levar esclarecimentos que desmistifiquem e levem por terra os tabus relativos a doença. Uma das mais antigas retratadas na literatura mundial.  

É importante ter atenção a forma de contágio, que pode ocorrer através de secreções nasais, como tosse, espirro ou gotículas da fala. A incubação, ocorre no intervalo entre a data de contato com a bactéria ou o vírus até o início dos sintomas, e está ligada a fatores genéticos. Esse período de incubação é bastante longo, variando de três a cinco anos.

Mas a identificação pode ocorrer precocemente, pois a doença se manifesta por meio de manchas brancas ou avermelhadas, com perda de sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; também pode ocorrer sensação de formigamento ou dormência nas extremidades e em áreas da pele aparentemente normais que têm alteração na sensibilidade e na secreção de suor. Quando ela chega na fase aguda, pode apresentar caroços e/ou inchaços nas partes frias do corpo, como orelhas, mãos, cotovelos e pés.

Diagnóstico

Qualquer sinal suspeito, a pessoa deve procurar auxílio médico, pois a hanseníase, inicialmente, pode ser confundida com outros tipos de doenças dermatológicas. Mas existem exames e testes específicos que são feitos nas unidades de saúde que ajudam no diagnóstico. Esse diagnostico pode ser feito a partir da atenção básica, pois os profissionais estão treinados para concluir um diagnóstico de hanseníase. A partir do início da terapia, o paciente não transmite mais a doença.

O tratamento da pessoa com hanseníase pode ser feito inteiramente nos postos de saúde. Mas o Estado dispõe também do Centro de Referência em Dermatologia Sanitária Dona Libânia, que é recomentado apenas para pacientes com complicações decorrentes da doença ou que possuem alguma outra reação adversa ao tratamento, como reações hansênicas [manifestações cutâneas, oftálmicas e neurais decorrentes da inflamação causa por bacilos de Mycobacterium leprae], intolerâncias medicamentosas, entre outros agravantes que não poderiam ser resolvidos na atenção básica”.

Foto: Prefeitura de Fortaleza