“Xepa da vacina” contra a Covid-19 deve ser usada para imunizar grupos prioritários

07/06/2021 - Rochelle Nogueira

A Câmara Municipal de Fortaleza apresentou projeto de indicação nº 805/2021, que requer a criação de lista de espera para utilização das sobras de doses nos frascos das vacinas contra a covid-19. Vale ressaltar que cada laboratório tem o período para utilização da vacina após abertura do frasco.

Vacinação Covid-19 no centro de eventos Data: 08.04.2021 Foto: Érika Fonseca

Insumo primordial no combate à pandemia pela Covid-19 e na preservação de vidas, a vacina, item ainda em escassez no país, é elemento primordial nessa batalha contra o tempo.

No processo realizado nos pontos de vacinação, os frascos dos imunizantes abertos durante o dia de imunização têm prazo de utilização a depender da fabricante –Coronavac, Astrazeneca, Pfizer; podendo ser inutilizada após o período de validade. O objetivo é de que se aproveite ao máximo cada gota para que mais cearenses sejam contemplados com a vacinação.

No Ceará, por exemplo, um esquema especial foi montado pelas secretarias de saúde municipais a fim de evitar o desperdício. Estipulado pela Sesa, a imunização deve ocorrer em indivíduos cadastrados nos grupos prioritários.

“A Secretaria da Saúde do Ceará recomenda que os municípios realizem seu planejamento diário de vacinação contra a Covid-19 de maneira que não sobrem doses de vacinas. Caso sobre dose a indicação é vacinar pessoas que já fazem parte dos grupos prioritários que estão sendo vacinados no momento”, disse o órgão em nota.

A “xepa da vacina”, como vem sendo denominada, pode ser aplicada em pessoas convocadas de acordo com cada secretaria, podendo ser comunicada por telefone ou que estejam nas proximidades dos locais de vacinação ao final de cada dia.

Em Fortaleza, o vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Adail Júnior (PDT), atuando no enfrentamento ao vírus, apresentou um projeto de indicação nº 805/2021, solicitando a criação de um cadastro de lista de espera aos interessados pelas sobras das vacinas da Covid-19. “Protocolei na CMFor, por meio da Indicação nº 805/2021, que seja criado um cadastro de lista de espera às pessoas acima de 18 anos que queiram ser contemplados com a ‘xepa da vacina’ “, declarou o parlamentar.

Por sua vez, em nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que tem adotado planejamentos e operacionalizações estratégicas de trabalho, visando, o não desperdício e a utilização plena de todas as doses ministradas das vacinas contra a Covid-19, em Fortaleza. Nos casos pontuais de doses remanescentes, as equipes de vacinadores realizam busca ativa nos territórios de pessoas pertencentes aos grupos prioritários vigentes, priorizando sempre, os de maior idade.

Quem pode receber o líquido remanescente nos frascos?

De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará as doses devem ser aplicadas em pessoas cadastradas nos grupos prioritários seguindo a fase de vacinação em curso de cada município. Os imunizados recebem o cartão de vacina normalmente e terão a segunda dose assegurada.

Qual a validade dos imunobiológicos após abertura dos frascos?

  • Coronavac (Sinovac-Butantan)
    Total de doses em cada frasco: 10 doses
    Validade após abertura: 8 horas em temperatura de 2°C à 8°C
  • Astrazeneca (Fiocruz)
    Total de doses em cada frasco:  5 doses
    Validade após abertura: 48 horas em temperatura de 2°C a 8°C
  • Astrazeneca (Fiocruz – Serum Instituto of India)
    Total de doses em cada frasco:  10 doses
    Validade após abertura: 6 horas em temperatura de 2°C a 8°C
  • Pfizer
    Total de doses em cada frasco: 6 doses
    Validade após abertura: 6 horas após a diluição em temperatura de 2°C à 8°C

Como os indivíduos serão comunicados?

A depender de cada secretaria de saúde do município, o contato deve ocorre por contato telefônico ou as equipes são deslocadas até a residência dos moradores.

Saiba Mais:

O Ministério da Saúde estipula no Plano Nacional de Imunização contra a Covid, que são aceitáveis perdas operacionais de até 5% do total de imunizantes.

Foto: Érika Fonseca