Vigilância Sanitária reforça a importância do uso da máscara no atual contexto da pandemia

23/02/2021 - Marcelo Raulino

Existem diversos estudos em vários países que comprovam a eficácia das máscaras de proteção.

As medidas de proteção individual são sempre destacadas nas recomendações de prevenção e controle da Covid-19 das autoridades de saúde. Segundo a coordenadora da Vigilância Sanitária do Estado, Dolores Fernandes, as três medidas mais importantes são: a higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel, o distanciamento social e o uso de máscara.

Com relação a esse último item, ela observa que a fiscalização, que tem ocorrido de forma mais sistemática na cidade depois do último decreto estadual, tem percebido que muitas pessoas ainda circulam sem máscara na cidade, mas a maioria quando é feita a abordagem, prontamente passam a usar a máscara. “Isso demonstra que as pessoas tem uma disposição a seguir esse regramento. Então fica o nosso apelo para que as pessoas continuem usando máscara sempre, sempre”, observa a coordenadora.

Dolores ressalta que dentro dos estabelecimentos comerciais, industriais ou de serviços, quando são detectadas pessoas sem máscara, os estabelecimentos é quem são autuados e multados por permitirem que pessoas circulem sem máscara. “A maior parte das multas pelo não uso de máscaras são de estabelecimentos e não individuais. Isso ocorre porque a lei determina que, ao ser abordado um indivíduo que está sem mascara e de imediato ele passa a usar, ele não pode ser multado”, pontua.

Eficácia

Existem diversos estudos em vários países que comprovam a eficácia das máscaras de proteção. Em um desses estudos, realizado na Tailândia, mil pessoas foram entrevistadas para descobrir o risco de estarem com covid-19. As que disseram usar máscaras em situações de exposições tinham um risco 70% menor de ter a infecção.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, outros sete estudos populacionais confirmaram os benefícios do uso generalizado das máscaras. Um deles foi feito com a população de uma cidade inteira na Alemanha e os outros em 15 Estados americanos. Todos eles revelaram que o uso da máscara reduziu o número de novas infecções.  Conforme o CDC, se 15% da população dos Estados Unidos utilizassem a máscara isso evitaria um novo lockdown no país e um prejuízo de 1 trilhão de dólares para a economia americana, o equivalente a 5% do PIB americano.

Assintomáticos

Segundo especialistas, os maiores responsáveis pela disseminação do vírus são os pacientes assintomáticos, isto é, os que não apresentam sintomas. Estima-se que eles sejam responsáveis por pelo menos 50% dos novos casos. O uso de máscaras reduz bastante essa difusão silenciosa. Estudos preliminares revelaram que indivíduos que usam máscara, e mesmo assim pegam covid-19, costumam ter uma versão mais leve da enfermidade, pois a quantidade de vírus que ataca corpo tende a ser menor.

A qualidade do Equipamento de Proteção Individual (EPI) também deve ser levada em conta. Conforme instituições nacionais e internacionais, as máscaras devem ter duas ou três camadas e cobrir bem o rosto, desde a parte superior do nariz até o queixo. O material pode ser algodão ou poliéster, com uma trama de tecido mais densa.

Foto: Thiara Montefusco/Gov. do Ceará