Dengue, Covid-19 e H1N1: diagnóstico preciso pode auxiliar na redução de agravos

26/10/2020 - Marcelo Raulino

Tanto nas gripes, como no coronavírus, o período médio de incubação do vírus, ou seja, tempo que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção, é de três a cinco dias, podendo chegar a 12 ou mais.

Febre, dores no corpo e cansaço são sintomas comuns da H1N1, Dengue e Coronavírus. Por isso a necessidade de um diagnóstico mais preciso para que seja definido o tratamento correto. Nesse caso é necessário a realização de teste laboratorial para confirmar o diagnóstico, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Na gripe, o início dos sintomas é repentino, e o paciente apresenta, ainda, tosse seca, dor de garganta e, às vezes, problemas gastrointestinais. Na Dengue é comum dor ao movimentar os olhos; mal estar; falta de apetite e manchas vermelhas no corpo. Já no coronavírus chama a atenção para a evolução dos sintomas para dificuldades respiratórias e, em casos mais extremos, pneumonia viral ou intersticial; falta de olfato e paladar, doenças oculares, sintomas gastrointestinais (como diarreia e vômito) e erupção cutânea, além de alterações no exame de sangue, como diminuição na quantidade de linfócitos, plaquetas e neutrófilos.

Tanto nas gripes, como no coronavírus, o período médio de incubação do vírus, ou seja, tempo que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção, é de três a cinco dias, podendo chegar a 12 ou mais. A transmissibilidade dos pacientes infectados por Sars-Cov-2, como é chamado o novo coronavírus, é em média de sete dias após o início dos sintomas. No entanto, a doença pode ser transmitida mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas.

Na gripe ou coronavírus a contaminação ocorre pelo contato direto com objetos contaminados e de pessoa para pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias. Já a dengue tem o período de incubação de quatro a 10 dias, sendo em média de cinco a seis. A transmissão compreende dois ciclos: um intrínseco, que ocorre no ser humano, e outro extrínseco, que ocorre no vetor.

O vírus da dengue circula no sangue de um humano no período é de um dia antes do aparecimento da febre até o sexto dia da doença. O sangue é ingerido pela fêmea do mosquito Aedes aegypti, que infecta o intestino médio e depois se espalha ao longo de oito a 12 dias. Após esse período, o vírus pode ser transmitido para outros humanos. Este período de incubação é influenciado por fatores ambientais, como a temperatura. Depois de se infectar, o mosquito permanece infectante até o final da vida, ou seja, de seis a oito semanas. Além disso, existem relatos de casos de transmissão sexual.

Ainda não existe tratamento específico para a Covid-19, nem para a Dengue. No tratamento estão sendo adotados protocolos medicamentosos e medidas de suporte, como hidratação, repouso e alimentação leve e equilibrada. A hidratação, inclusive, deve ser intensificada nos três casos. No caso de gripe, são administrados medicamentos antigripais. Nas três doenças, a população mais vulnerável é a idosa e pessoas com doenças crônicas, que podem desenvolver complicações.

Contra a Gripe e Covid-19, a população deve evitar contato próximo com quem sofre de infecções respiratórias agudas; realizar a lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente; utilizar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; manter os ambientes bem ventilados e evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas das doenças.

Quanto a Dengue, a melhor forma de prevenção é evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, ação que pode contar com a colaboração da população, eliminando água armazenada em locais que podem se tornar possíveis criadouros, como vasos de plantas, lagões, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo, recipientes pequenos, como tampas de garrafas. Roupas que minimizem a exposição da pele devem ser utilizadas durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionando alguma proteção às picadas. Repelentes e inseticidas também podem ser usados e os mosquiteiros.

Vacinação

A vacina contra a gripe pode ser encontrada na rede pública para os chamados grupos de risco: idosos, profissionais da saúde, pessoas portadoras de doenças crônicas, crianças, gestantes e profissionais da área da educação. Na rede particular, ela pode ser encontrada para outras faixas etárias. Já a vacina contra a dengue existe somente na rede particular. No caso do coronavírus, vários Laboratórios estão pesquisando e anunciando para breve a vacina.

Incidência

Em Fortaleza, o último Boletim Epidemiológico indicou a confirmação de 54.493 casos e 3.966 óbitos por Covid-19. Em relação à Dengue, o município registra 14.221 casos notificados, 7.266 confirmados e 5 óbitos. Com relação a H1N1 foram 19 casos notificados pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) neste ano.

SINTOMAS H1N1 CORONAVÍRUS DENGUE
FEBRE Comum Comum Comum
DOR DE CABEÇA Comum Às vezes Comum
CANSAÇO Comum Às vezes Comum
MANCHAS VERMELHAS Não Não Geralmente
DOR DE GARGANTA Às vezes Às vezes Não
TOSSE Comum (normalmente seca) Comum (geralmente seca) Não
DORES NO CORPO Comum Às vezes Comum
FALTA DE AR Mais raro Às vezes Mais raro

Foto: Mateus Dantas