Estudo mostra as principais condições que levam aos casos mais graves de Covid-19

08/09/2020 - Rochelle Nogueira

Pessoas adultas mais velhas e aquelas com doenças pulmonares obstrutivas crônicas, cardíacas, diabetes, renal crônica e obesidade são as que tem maior risco de ter agravamento associado à covid-19.

Leito Hospital Leonardo da Vinci - Foto: Governo do Ceará

Publicado na revista eletrônica do CDC dos Estados Unidos, Morbidity and Mortality Weekly Report, uma pesquisa aponta que pessoas adultas mais velhas e aquelas com doenças pulmonares obstrutivas crônicas, cardíacas, diabetes, renal crônica e obesidade são as que têm maior risco de ter agravamento associado à Covid-19.

Visando agrupar elementos que apontem onde estão os indivíduos com as comorbidades que os tornam mais suscetíveis à doença, uma equipe do CDC COVID-19 Response Team usou dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco Comportamental de 2018 e dados da população do Censo dos EUA para chegar uma estimativa.

Dentro desse universo, pesquisadores americanos descobriram que dentre os 3.142 municípios analisados em todos os 50 estados e no Distrito de Columbia, a prevalência de quaisquer dessas condições (doença pulmonar, cardíacas, diabetes, renal crônica e obesidade) foram de 47,2%; sendo os municípios com maior prevalências localizadas principalmente nas regiões Sudeste e Apalaches.

Na amostragem, o predomínio foi maior nas áreas rurais não metropolitanas, enquanto o número estimado de pessoas com qualquer condição médica implícita foi maior nas áreas metropolitanas densas da população. Esse mapeamento pode ajudar os tomadores de decisão locais a identificar áreas com maior risco de doença grave do COVID-19 em suas jurisdições, devido a condições médicas associadas, e orientar com a alocação de recursos e a implementação de estratégias de diminuam a disseminação nessas comunidades.

No Ceará, por exemplo, a técnica também serviu para mapear possível público de risco. Foi utilizado como parâmetro, dados de uma Pesquisa Nacional de Saúde realizada em 2013, por pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), que apontou que 53,7% dos maiores de 18 anos no Ceará fazem parte de um grupo de risco para o coronavírus. Foram levados em conta idade avançada, doenças como diabetes e hipertensão, além de cânceres, problemas respiratórios, obesidade ou tabagismo. A porcentagem corresponde a mais de 3,6 milhões de pessoas.

Fonte: Bibliomed Biblioteca Mécida Científica Virtual.

Foto: Governo do Ceará