Restaurantes e igrejas poderão voltar a funcionar a partir de 22 de junho

29/05/2020 - Cleonardo Dias

O início da segunda fase da flexibilização da economia está previsto para o dia 22 de junho.

Igreja do Pequeno Grande durante isolamento social

A retomada das atividades na Capital irá seguir um cronograma pautado por critérios técnicos, sanitários e epidemiológicos, divididos em cinco fases. Para a segunda fase, o Plano Responsável de Abertura das Atividades Econômicas e Comportamentais prevê o início dos serviços de restaurantes, bares e de atividades religiosas de forma gradual.

O Plano foi anunciado pelo governador Camilo Santana (PT), na quinta-feira (28). A segunda etapa contará inicialmente com atividades já liberadas na fase de transição e na fase 1, agora com funcionamento pleno, como ilustra o quadro abaixo. Na retomada do funcionamento os estabelecimentos como restaurantes e similares poderão operar com 40% da sua capacidade e as atividades religiosas deverão funcionar com 20% de capacidade.

Ilustração do Plano do Governo do Estado

Ainda segundo o plano de governo, estima-se que no setor de restaurantes serão ofertados inicialmente, só na grande Fortaleza, 1.845 postos de trabalho e no interior 1.155 empregos, que representa na cadeia total cerca de 8,10%. Nesta fase os restaurantes só poderão funcionar das 9h às 16h. Com o retorno pleno das atividades das quatro fases, 1.472.504 empregos formais voltarão a circular.

Outras atividades que serão liberadas na segunda fase, além das já citadas acima, são: setores de comunicação, publicidade, editoração, assistência social, tecnologia da informação e esporte cultura e lazer (apenas aqueles que trabalham com alugueis de equipamentos). A flexibilização das atividades econômicas nesta fase estão com previsão de reabertura para o dia 22 de junho, dependendo da avaliação das fases anteriores. Cada fase terá duração de 14 dias entre elas.

O Sindicato de Restaurantes, Bares, Barracas de Praia, Buffets e Similares do Estado de Ceará (Sindirest) lamenta que o setor tenha sido autorizado a funcionar somente na segunda fase e ressalta a importância do funcionamento dos restaurantes já no início da reabertura do comércio por serem essenciais na alimentação dos trabalhadores de outros setores.

“Entendemos que este horário de atendimento se torna inviável para uma boa parte das empresas, em virtude dos custos fixos gerados. Além disso, o plano deixou as Barracas de Praia para a 3ª fase, junto com segmentos de aglomeração como eventos e casas de show, no entanto, shoppings abrirão antes”, destacou a assessoria do Sindirest.

Segundo o coordenador arquidiocesano de pastoral, padre Ivan de Souza, as igrejas estão esperando uma orientação mais específica da arquidiocese de como vai ser a retomada gradual das celebrações com essa medida do governo. “Nós já estamos tendo todo cuidado em relação a higienização da igreja e divisão dos bancos e espaços para que os fiéis possam participar da Santa Missa, seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde, Arquidiocese e Governo do Estado”, disse

Normas de Monitoramento

O Governo do Estado informa que além dos critérios especificados para cada etapa, a transição também será condicionada às normas de monitoramento. Serão realizados inquéritos sorológicos e testes nas empresas liberadas, via Secretaria da Saúde, verificados o cumprimento dos protocolos das empresas, e ainda inquéritos epidemiológicos para investigação da razão de transmissibilidade.

Informações: Governo do Estado do Ceará

Foto: Érika Fonseca