Portadores de HIV redobram medidas preventivas contra o coronavírus

27/04/2020 - Rochelle Nogueira

Pessoas portadoras do HIV/AIDS devem redobrar os cuidados com o coronavírus. Mesmo sem embasamento científico que comprove maior vulnerabilidade deste grupo, a prevenção e os cuidados devem ser praticados.

Com a pandemia do novo coronavírus em todo o mundo, pessoas portadoras do HIV, vírus da imunodeficiência humana, doença que ataca o sistema imunológico, deixaram os portadores em alerta. O coronavírus, mesmo não representando perigo eminente para cerca de 80% da população, ele causa temor para os públicos de idosos e pessoas com comorbidades.

Até o momento, não há comprovação científica de que pessoas que vivem com HIV/AIDS corram risco maior caso contraiam a covid-19 ou de que, caso isso ocorra, represente um resultado pior em seus organismos. No entanto, isso não é motivo para que esse grupo relaxe e deixe de manter cuidados preventivos à doença.

Para ajudar as pessoas nesta situação, a UNAIDS, programa das Nações Unidas criado em 1996 e que tem a função de criar soluções e ajudar nações no combate à AIDS, produziu uma cartilha intitulada: O que as pessoas que vivem com HIV precisam saber sobre HIV e COVID-19. Nela, a uma exposição sobre o coronavírus, prevenções, informações, rede de apoio, direitos e tratamento.

A Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (RNP+) de Fortaleza, através do coordenador administrativo Vando Oliveira, informou não haver casos na cidade de indivíduos soropositivos que tenham contraído à covid. Para a contenção efetiva do coronavírus junto ao grupo, Vando informou que voluntárias da RNP+CE e do Movimento Nacional das Cidadãs PositHIVas (MNCP) confeccionaram 400 máscaras que foram distribuídas entre eles. Outra ação que vem surtindo efeito, sãos as mensagens sobre as prevenções enviadas via whataspp. “O objetivo é alertar os portadores”, disse.

Foto: Reprodução

Vando Oliveira reforçou o empenho das pesquisas pelo mundo para o cura da doença, e fala com satisfação do estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com a testagem de dois medicamentos de HIV no combate ao coronavírus. Para ele é importante que as pesquisas continuem. “Os dois retrovirais usados para pessoas com HIV estão tendo respostas positivas. Pode ser um desses medicamentos a cura desta enfermidade”, relatou o coordenador.

Foto: Mateus Dantas