Pelo tempo do Grande Expediente na sessão ordinária desta quarta-feira, 8, o vereador Ronivaldo (PT) denunciou que o sistema de autoatendimento implantado no transporte coletivo da cidade de Fortaleza têm gerado transtornos para milhares de usuários, ao cercear o direito de ir e vir dos passageiros. De acordo com o parlamentar, há casos em que os cidadãos chegam a esperar 2 horas por um ônibus que aceite o pagamento em dinheiro.

“Nós temos nos deparado na cidade com um problema relacionado ao sistema de autoatendimento implantado no transporte coletivo. O direito do cidadão de poder pegar um ônibus e ir de um lugar a outro está sendo tolhido, já que aqueles usuários que não possuem bilhete único, carteira de estudante ou passe card são obrigados a esperar por ônibus que aceite o pagamento em dinheiro. Chega a ser um crime pois é nossa moeda nacional e que deve ser válida para contratar qualquer serviço no nosso país”, criticou.

Para Ronivaldo, a tecnologia é bem-vinda, mas da forma como foi implantada, a iniciativa só beneficia os empresários. “Não pode funcionar a partir dos interesses dos particulares e sim do público e é lamentável ver a omissão do prefeito Roberto Cláudio diante dessa situação. Ele tem que exigir que essa a tecnologia ampare todos os usuários”, cobrou.

Segundo levantamento realizado pelo vereador, hoje operam 419 veículos com o sistema de autoatendimento. “Em dezembro do ano passado estivemos com o secretário João Pupo, e ele nos passou que a iniciativa seria implantada apenas em algumas linhas. Passado seis meses, temos hoje 419 veículos operando com o sistema e isso tem causado prejuízo a milhares de usuários. Muitos são obrigados a esperar o dobro do tempo e ficam expostos a assaltos nas paradas, portanto não é uma medida que vai trazer segurança”, apontou.

Outra preocupação levantada pelo vereador, são os impactos da implantação desse sistema para os trabalhadores que atuam como trocador nos transportes coletivos. Ronivaldo cobrou uma resposta do Executivo e endossou a proposta de emenda à Lei Orgânica, 01/2019 de iniciativa da vereadora Larissa Gaspar (PPL), que garante a presença de um profissional, além do motorista, no transporte coletivo de Fortaleza.

Foto: Érika Fonseca