Pelo tempo do Grande Expediente, na sessão ordinária desta terça-feira, 30, o vereador Márcio Martins (PROS) apresentou requerimento solicitando a realização de nova audiência pública para debater a possibilidade de administração do Hospital da Mulher por uma Organização Social. De acordo com o parlamentar, o Conselho Municipal de Saúde rejeitou, por 13 votos contrários e 6 favoráveis, o termo de referência encaminhado pelo Executivo que autorizava esse tipo de contratação.

“Porquê transferir para uma Organização Social a administração do Hospital da Mulher se a atual gestão é elogiada? Estivemos ontem lá, e você escuta servidor, usuária, enfermeiro, médico, serviços gerais, e a voz é uma só. Ninguém quer a administração por OS só o prefeito Roberto Cláudio”, apontou.

O parlamentar denunciou que a Organização Social Cejam havia sido priorizada pela gestão para assumir a administração do Hospital da Mulher. “No dia 4 de fevereiro, os representantes da Cejam, Organização Social de São Paulo, estiveram com os dirigentes do Hospital e fizeram um levantamento dos procedimentos da unidade. Então já é carta marcada. Esse é um novo vexame que foi trazido para esta Casa e colocado uma batata quente nas mãos dos vereadores, que aprovaram a privatização mascarada do Hospital da Mulher”, criticou.

O líder do governo, Esio Feitosa (PPL) também se pronunciou sobre a temática.“Alertei esta Casa e aos cidadãos pois há uma clara distorção sobre o assunto, diante do discurso de que haveria uma privatização do Hospital da Mulher, pelo contrário. Com relação às OS, a Cejam foi uma das sete Organizações Sociais, que recebeu convite da Prefeitura de Fortaleza, mas o convite está aberto para que outras venham. Portanto não há direcionamento nenhum”, assegurou.

Márcio destacou a decisão do Conselho Municipal de Saúde, e que apresentou requerimento para colocar em pauta novamente o assunto no Poder Legislativo. “O Conselho de Saúde disse não às OS’s e se a Prefeitura é democrática acabou o jogo. Não queremos acreditar que será feita algum tipo de manobra para que a administração do Hospital da Mulher seja realizada por uma Organização Social, já que o Conselho votou contra. Por isso vamos dar entrada hoje em requerimento solicitando uma nova audiência para debater o assunto”, destacou.