Utilizando a tribuna na tarde desta quarta-feira, 14, pelo tempo da liderança da oposição, o vereador Sargento Reginauro (sem partido), repercutiu sobre um projeto apresentado pelo vereador Márcio Martins (PROS) rejeitado pelo prefeito. Também tratou sobre a questão da segurança pública no Ceará.

No primeiro momento, Sargento Reginauro, a pedido do vereador Márcio Martins, destacou sobre o veto a proposta do parlamentar apresentado junto ao código da cidade. Reginauro atentou que o vereador queria apenas dar visibilidade na questão dos estacionamentos, informando como área privativa para quem estiver em atendimento. “Na lei de uso e ocupação do solo já é garantido o estacionamento para clientes em atendimento. O projeto era apenas para o comerciante expor uma placa ‘clientes em atendimento’. A finalidade era dar maior visibilidade, mas infelizmente houve o veto do prefeito e não ficou claro”, reforçou.

Outro assunto destacado pelo parlamentar foi sobre a segurança pública. “Isso diz respeito ao povo de Fortaleza, isso é de interesse de todo cidadão. Estão apresentando números sobre a área em redução. E eu faço parte dessa categoria, eu presido a associação de segurança pública”, questionou o parlamentar. Dando continuidade, ele concordou com a opinião do vereador Guilherme Sampaio. “É difícil comemorar quando percebemos que os nossos índices ainda estão elevados. Estive em uma reunião com a Guarda Municipal e os assaltos nos coletivos de Fortaleza continuam acontecendo. O projeto das torres implantado pelo vice-prefeito Moroni Torgan, retirou os guardas de dentro dos terminais de ônibus e os assaltos permanecem”, disse.

Na esfera da polícia militar, o vereador destacou que o Governo do Estado investiu em efetivo, em equipamento, no entanto, segundo ele, o salário ficou ‘achatado’. “Ao longo destes 5 anos, nem se quer a reposição inflacionária foi dada. Viajei por todas as cidades do Nordeste recolhendo os valores salariais do policiais militares e o Ceará fica com o segundo pior salário da Região. Vale ressaltar que não há a ampliação de efetivo, pois muitos estão indo para o cadastro de reserva”, finalizou.