Ao fazer uso do Pequeno Expediente, na sessão ordinária desta quinta-feira, 14, a vereadora Larissa Gaspar (PPL) parabenizou o presidente da Câmara Municipal, Antônio Henrique (PDT) pela homenagem que realizou nesta manhã para as servidoras e vereadoras em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. A parlamentar relembrou a luta das mulheres pela igualdade e defendeu políticas públicas que assegurem a participação da mulher na política.

“Parabenizar o presidente da Casa pela homenagem que ele acaba de prestar para as mulheres que fazem o dia a dia aqui. Nos recebeu com uma solenidade, seguida por um café da manhã para reconhecer a importância do trabalho das mulheres vereadoras e servidoras na construção da Câmara Municipal de Fortaleza. Deixo expresso a minha gratidão por esse reconhecimento pois a nossa luta realmente não é uma luta fácil”, relatou.

A parlamentar apontou a jornada das mulheres que são sobrecarregadas e precisam dividir o tempo com a família, as atividades domésticas, o estudo e o trabalho. Segundo Larissa, as mulheres ainda sofrem com a desigualdade salarial, tendo em vista que recebem até 30% a menos do que os homens, exercendo as mesmas funções.

Quanto à participação das mulheres na política, a vereadora ponderou que embora existam políticas que incentivem a candidatura de mulheres, o número ainda é pequeno. “Somos somente seis vereadoras num universo de 43 vereadores, embora sejamos a maioria do eleitorado. Então a gente precisa de fato garantir políticas que assegurem a participação de mulheres no Poder e lutar contra a apropriação imoral que se tem feito dessas políticas”, apontou Larissa, fazendo a menção aos casos de desvio de recursos das candidaturas de mulheres para os dirigentes de partidos.

Larissa ainda utilizou sua fala para questionar a proximidade do presidente Bolsonaro e sua família com os acusados de assassinar a vereadora do Rio de Janeiro, Mariele Franco. “Hoje faz um ano do assassinato da vereadora Mariele Franco. Mariele foi executada num ato notório de extermínio político pela luta que ela travava nas comunidades periféricas, por igualdade, por justiça, porque ela denunciava o extermínio da população negra e questionava a intervenção militar. Foi covardemente assassinada por milicianos e hoje se descobre que eles eram vizinhos do presidente Bolsonaro. A família Bolsonaro possui uma estreita relação com milicianos e isso precisa ser investigado.”, ressaltou.

Foto: Érika Fonseca.