Ao fazer uso do Pequeno Expediente, na sessão ordinária desta quarta-feira, 7, a vereadora Larissa Gaspar (PT) fazendo menção aos 13 anos da Lei Maria da Penha, cobrou da prefeitura de Fortaleza a implementação e ampliação de políticas públicas de atendimento às mulheres vítimas de violência. De acordo com a parlamentar, a capital cearense se coloca hoje como o 2° município que mais assassina mulheres em todo o país.

“Hoje comemoramos 13 anos da Lei Maria da Penha e muito se conseguiu através dessa lei pois ela traz instrumentos de punições mais rígidas aos agressores, mas também medidas protetivas como o afastamento do agressor do lar e a proibição temporária de visitar os filhos. Mas há medidas que o Poder Público também deve adotar. Fortaleza se coloca hoje como o 2º município que mais assassina mulheres. Só em 2018, foram 447 mulheres assassinadas na capital e com uma impunidade altíssima”, alertou Larissa.

A parlamentar apresentou algumas proposituras do seu mandato, aprovadas no Legislativo, mas que não foram ainda implementadas pelo Executivo. “Temos iniciativas importantes nessa temática, aprovadas nessa Casa, como a minha indicação que institui o programa Lei Maria da Penha nas escolas, mas até agora isso não se concretizou pois você não vê uma vontade politica da prefeitura de fortalecer a rede de enfrentamento a violência contra a mulher”, apontou.

Dentre as iniciativas propostas e aprovadas, Larissa ainda citou o projeto que cria unidades de atendimento à mulher nos terminais da capital e o projeto que dispõe sobre a criação do Fundo Municipal dos Direitos das Mulheres.

Larissa finalizou sua fala cobrando do Executivo um maior compromisso com a temática. “O Centro de Referência das Mulheres Francisca Clotilde, que funcionava 24 horas, prestando atendimento às mulheres, hoje só tem equipe para atender até as 20 horas. Então temos que cobrar da prefeitura que se comprometa com a vida das mulheres, implemente campanhas, amplie as inciativas, ouvindo aqui as próprias iniciativas que o Legislativo aprova pois basta de violência contra as mulheres”, ressaltou.

Foto: Érika Fonseca.