Durante o Grande Expediente desta quarta-feira, 7, o vereador Guilherme Sampaio (PT) destacou a responsabilidade política no enfrentamento a violência contra a juventude. O parlamentar enfatizou os dados apresentados pela pesquisa “Trajetórias interrompidas” do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência da Assembleia Legislativa.

O estudo, premiado pela Unicef, coloca em evidencia a realidade vivenciado pela população juvenil entre 10 e 19 anos e que foram vítimas de violência. A pesquisa foi apresentada no plenário da Câmara em 2017, pelo deputado estadual Renato Roseno, apontando várias evidências que contribuíram para a exclusão social de quase 1.000 jovens, vítimas de homicídios. 

Guilherme Sampaio utilizou o momento para reforçar a necessidade de implementação de ações pelo Município de Fortaleza apontadas pela pesquisa e com verba alocada no Orçamento de 2018. O parlamentar falou sobre a criação do “Projeto Casa Vida Importa” em Fortaleza, que contou com emendas parlamentares no Orçamento deste ano. 

A fala, como atentou Guilherme Sampaio, vem no intuito de fortalecer o papel do Poder Público na garantia de direitos da juventude, impactando diretamente na realidade mostrada pela pesquisa, que atenta para a falta de acesso à educação, cultura, lazer, esporte e infraestrutura básica nas comunidades. “É lamentável assistir agora os jovens que sobreviveram a mortalidade infantil padecerem na mortalidade juvenil”, atentou. 

O parlamentar falou ainda da política de controle de armamento, frisando ser uma medida necessária e urgente apontada pela pesquisa do Comitê. Guilherme Sampaio diz que, as proposta de flexibilização do Estatuto do Armamento demandas apresentadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro e o futuro Ministro da Justiça, Sérgio Moro, ameaçam os direitos da juventude.

Liderança partidária

Pela tempo da liderança partidária, o vereador Guilherme Sampaio colocou em destaque o Projeto de Indicação nº 305/2018, de autoria do vereador Márcio Martins (PROS), que revoga a Lei dos Álvaras (Lei Complementar nº 241/2017).  O parlamentar solicitou um diálogo entre as Comissões de Legislação e Orçamento sobre a temática, na qual os maiores prejudicados são os empreendedores de Fortaleza. 

“Esta na hora da Comissão de Legislação e a Comissão de Orçamento acertar como será a apresentação deste projeto que revoga a Lei do Alvarás, em favor da manutenção de pequenas empresas”, atentou Guilherme frisando a crise econômica que assola o país e que os empreendedores são geradores de emprego e renda na Capital.