O vereador Dr. Porto (PRTB), em pronunciamento na sessão ordinária desta quinta-feira (09) durante o tempo da liderança, parabenizou a Secretaria Municipal Saúde de Fortaleza pela realização do conclave que está discutindo o uso racional de medicamentos. “O evento está acontecendo desde segunda-feira, no Teatro São José, e é fruto de um projeto de nossa autoria, o 321/2018, que cria a semana municipal do uso racional de medicamentos na cidade de Fortaleza”, revelou.

“Hoje, no Brasil, mais de 60 mil pessoas têm problemas com intoxicações medicamentosas. As pessoas fazem uso de medicamento por indicações de familiares, amigos e vizinhos. Recife e Salvador tem um índice de 93% das pessoas com essa prática. Em Fortaleza são 56% e Belo Horizonte, a com menor índice, 35%. A pesquisa foi feita por alunos pós-graduação para farmacêuticos do ICTQ”, asseverou.

O levantamento mostra, ainda, que 66,4% da população brasileira faz uso indiscriminado de medicamentos e 32% aumentam a dosagem indicada para potencializar seus efeitos. Entre as cidades que mais fazem uso desse expediente estão Curitiba e Brasília. Segundo Dr. Porto, a automedicação é uma problemática de saúde pública que atinge mais de 70% da população, e que precisa de uma solução imediata. “Os prescritores precisam tomar esse e cuidado. Parabenizo toda a equipe da Secretaria de Saúde pelo evento, e que nos próximos anos ele possa ser ampliado, com uma participação maior dos usuários,” comentou.

Maio amarelo

O vereador falou, ainda, de sua preocupação com o Maio Amarelo, que realiza ações para promover a segurança no trânsito. “O IJF, através do seu diretor Dr. Manoel Melo, me passou alguns dados que nos preocupam. Em 2018, ocorreram 7.986 casos de acidentes com ciclistas com problemas faciais. E a maior demanda, ainda é do interior, possivelmente pela falta de uma publicidade e incentivo na divulgação desse perigo”, argumentou. Ele destacou que existe um movimento Internacional para reduzir os acidentes de trânsito, mas a situação ainda persiste. Revelou que os motociclistas e ciclistas continuam na linha de frente, são os mais impactados nas fraturas e ferimentos da face. Pontuou que o uso de capacete reduz 72% as lesões mais graves e 39% das mortes, citando o capacete full face, que evita danos maiores, pois cobre toda face.

“Em 2017 fizemos uma audiência pública e nós tiramos de lá alguns requerimentos; o 4942/2018, que cria vagas para idosos e pessoas com deficiência que pilotem motocicletas normais ou adaptadas e a permissão para estacionamentos existentes; o requerimento 967/2017 que solicita a criação e ampliação de vagas de estacionamento para motos; e o 964/2017 que solicita ampliar as faixas para motos nos semáforos. Toda essa ação foi feita e estamos sempre em alerta, pois a Comissão de Saúde vem atuando, ouvindo a sociedade e tendo compromisso nas práticas que impactam o bem-estar das pessoas”, disse.

Arboviroses

Ele observou que o jornal O Povo desta quinta, trouxe uma notícia de que a Prefeitura reduziu em quase 50% as arboviroses. “É importante. É o reflexo do comitê que o prefeito criou quando houve aquela onda violenta de arboviroses. Esse comitê continua vigilante e atuante e fazendo reuniões sistemáticas para avaliar o grau de perigo”, concluiu.

Foto: Érika Fonseca