Pelo tempo do Pequeno Expediente, na sessão ordinária desta quinta-feira, 7, o vereador Dr. Eron Moreira (PP) denunciou que os pacientes com HIV, que fazem tratamento no Hospital São José, estão enfrentando dificuldades para receber os medicamentos. Segundo o parlamentar, uma nova norma do hospital só autoriza a entrega dos remédios com receita fornecida pelo médico no dia da consulta e isso tem gerado uma série de transtornos, principalmente para os moradores do interior do Estado.

“Muitos têm dificuldades para vir à capital, por dependerem do transporte dos municípios. Se por algum motivo perdem a consulta, deixam de receber a guia. E, se conseguem vir numa outra oportunidade, acabam voltando para casa sem o medicamento. Portanto, faço um apelo ao novo secretário de saúde do Estado”, destacou o parlamentar.

Dr. Eron informou que oficiará o secretário de saúde do Estado e a direção do Hospital São José. “Trago esse debate, pois enquanto vereador não posse me omitir. Faço um apelo ao novo secretário e se não for atendido o meu pedido vou solicitar aqui uma audiência pública para debatermos. E a posteriori se for preciso vou até o Ministério Público”, afirmou.

Grande Expediente

Durante o Grande Expediente, o vereador Dr. Eron Moreira comemorou a sanção da Lei nº 13.798, que acrescenta ao Estatuto da Criança e do Adolescente artigo instituindo a data de 1º de fevereiro para início da Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. A iniciativa foi proposta em 2010, pela então senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).

O parlamentar parabenizou a senadora pela iniciativa e defendeu maior atenção do Poder Público para essa temática. “Nós não temos políticas públicas eficazes para controlar o número de gravidez na adolescência. Sou radicalmente contra o aborto, e numa questão humanitária temos que ter uma visão social atualizada”, afirmou o parlamentar.

Dr. Eron também defendeu o debate acerca das exigências na legislação sobre os métodos de anticoncepção. “Uma mulher casada só pode fazer laqueadura se houver o consentimento do marido. E de acordo com a legislação atual, ela só pode ligar as trompas após 45 dias do parto. Então é preciso que a gente traga aqui essa boa discussão, para acabar com essa obrigação. O corpo é da mulher e ela tem o direito de escolher. A nível nacional queremos uma audiência pública para debater o fim dessas obrigações”, finalizou.

Foto: Érika Fonseca